| AÇÕES DIRETAS PARA A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O caso do Refúgio Ambiental
a) Visitas: Instituições públicas e privadas, que desenvolvam atividades de preservação e
conservação juntamente com atividades que promovam a Educação Ambiental, podem ser utilizadas como apoio a
atividades complementares por ampliar a participação de cada indivíduo na gestão dos recursos naturais. É um
exercício de cidadania com enfoque na conservação ambiental.
b) Passeios em trilhas
ecológicas: a interpretação de trilhas ecológicas deve ser
preparada de acordo com a experiência do visitante, ligando-o através dos sentidos, abordando temas que possam
ser vistos, sentidos, percebidos, vivenciados, etc.
Segundo
Salvati (2002) a interpretação não é informativa e sim participativa e reveladora através da interpretação
pessoal de cada visitante, tornando-se real pela experiência e não por afirmações de terceiros. Qualquer
abordagem interpretativa que objetive parecer diferenciada de mera troca de informações deve:
·
ser amena e promover o entendimento;
ter um significado pessoal; ser organizada; ter um tema central ou um objetivo; incentivar a participação; provocar e questionar o
visitante; ser divertida.
Vários são os meios de interpretação e a escolha de
quais serão usados, em conjunto ou isoladamente, vai depender das características do local, dos visitantes e dos
recursos técnicos e materiais disponíveis. Por exemplo:
·
Publicações interpretativas: são
mapas, ou roteiros, a serem seguidos e que despertem a curiosidade do participante com informações escolhidas
que chamem a atenção para os recursos, como a flora e a fauna local, com a intenção de atraí-lo para uma
experiência direta. Podem ser utilizados folhetos guia com trilhas autoguiadas, com informações em textos,
fotos ou cenas interpretativas ou reais.
·
Placas e painéis interpretativos: são
objetos que, sob os princípios da interpretação, auxiliam o processo de interpretação do participante com o
ambiente. As placas trazem desde uma simples sinalização de orientação para o transeunte até textos, figuras,
mapas, fotografias e documentos. Devem ser atraentes, simples, de fácil entendimento e acessíveis às crianças
e deficientes físicos. Além disso, devem ser resistentes às intempéries e ao vandalismo e não podem
contribuir para a poluição visual do local ou para a obstrução visual da paisagem.
·
Interpretação pessoal: interpretação
orientada por um monitor especializado, capaz de estimular, perceber e acentuar as intenções dos participantes
com o ambiente. Trata-se de uma das formas mais eficientes de interpretação. Podem ser realizadas representações teatrais, com temas históricos, culturais e
ambientais da região, com a participação ou não dos participantes. Exibição de trabalhos artesanais das
comunidades locais também leva os participantes a interagirem com o ambiente.
·
Trilhas interpretativas: é um
caminho planejado para a interpretação, nela podem ser utilizados os recursos acima citados. No Refúgio
Ambiental, as trilhas foram elaboradas levando em conta a riqueza de recursos que podem ser observados, o tempo
estimado e o nível de dificuldade de cada percurso. As trilhas podem ser naturais ou urbanas. Biólogos, biólogos
marinhos, monitores especializados e demais contribuintes de áreas afins fizeram parte da elaboração dos
roteiros e das atividades, dando suporte e assessoria, desde a cronometragem das trilhas, passando pelas observações
pertinentes, a elaboração do roteiro até a avaliação da qualidade do programa.
c) Ecoturismo: Unindo as atividades de Educação Ambiental a uma
crescente procura por atividades de lazer ecológico, turismo com consciência, o ecoturismo “promove o reencontro do homem com a natureza de forma a compreender os ecossistemas
que mantêm a vida. Através da observação do ambiente natural, através da transmissão de informações e
conceitos ou através da simples contemplação da paisagem, este processo auxilia no desenvolvimento da consciência
da própria existência em equilíbrio na natureza visando, ainda, a manutenção da qualidade de vida das gerações
atuais e futuras” (SALVATI,2002)
O Ecoturismo permite que o
turista tenha a possibilidade de transformar e renovar seu comportamento cotidiano. A realidade urbana com a qual
o turista convive rotineiramente passa a ser questionada, gerando reflexões sobre poluição desses grandes
centros, manutenção de áreas verdes, destinação e reciclagem de lixo e qualidade de vida. Tentando, dessa
maneira, a incorporação e tradução dessas reflexões na forma de comportamento e posturas no seu ambiente de
origem.
*Princípios do Ecoturismo:
a conservação e
uso sustentável dos recursos naturais e culturais; a informação e interpretação ambiental; ser um negócio e
poder gerar recursos; ter envolvimento da comunidade local e possibilitar a reversão dos benefícios para a
comunidade local e para a conservação dos recursos naturais e culturais.
*Critérios do Ecoturismo:
manejo e administração
verde do empreendimento; associações e parcerias entre os setores governamentais e não governamentais locais,
regionais e nacionais; educação ambiental para o turista e para a
comunidade local; guias conscientes, interessados e responsáveis; planejamento integrado, com preferência à
regionalização; promoção de experiências únicas e inesquecíveis em um destino exótico; monitoramento e
avaliação constante; turismo de baixo impacto; código de ética para o mercado do ecoturismo”
Fonte:
Projeto OCE - Oficinas de Capacitação em Ecoturismo, 1994
d) Estudo do meio: é a aplicação dos recursos citados. O Estudo do Meio é um importante instrumento no
processo ensino/aprendizagem e na conscientização da importância de uma relação saudável com o ambiente.
Através de roteiros cuidadosamente preparados, os envolvidos nas atividades poderão verificar, na prática, os
conceitos previamente adquiridos.
e) Publicações periódicas: textos com abordagem de assuntos relativos aos recursos naturais da região
e às atividades desenvolvidas no Refúgio Ambiental.
f) Educação Ambiental para funcionários: dentro do Hotel Refúgio
Corsário existe um treinamento aplicado aos funcionários, orientado-os quanto aos procedimentos ambientalmente
corretos em cada função, preparando-os para ações de reciclagem e não desperdício, dentre outras,
reconhecendo as práticas ambientais e fazendo com que eles se tornem responsáveis pelas ações
conservacionistas em seu ambiente de trabalho, chegando ao seu lar e à sua família.
g) Atividades com a comunidade e campanhas de
conscientização ambiental: para incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos
ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, fazem parte do programa do Refúgio Ambiental organizar e
incentivar diversas atividades que envolvem a comunidade da região.
h) Programas de orientação ambiental: o Refúgio Ambiental possui uma equipe técnica e
colaboradores para auxiliar na orientação à comunidade no que se refere às questões ambientais.
®Carla Beatriz Barbosa – Bióloga CRBio:
40141/01-D
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