Núcleo Picinguaba
http://www.ubatuba2000.com.br/nucleopicinguaba/
Caminhar pelo interior da floresta,
pelos ecossistemas associados que formam a Mata Atlântica, banhar-se em cachoeiras de águas cristalinas ou no
mar de praias ainda selvagens, visitar uma histórica Casa de Farinha e conhecer um pouco da cultura caiçara
através de conversas com moradores tradicionais são alguns dos atrativos do Núcleo Picinguaba, que faz parte do
Parque Estadual da Serra do Mar e integra a rede de Unidades de Conservação administrada pela Secretaria do Meio
Ambiente do Estado de São Paulo através do Instituto Florestal.
Sua localização
ambientalmente estratégica faz a ligação entre o Parque Estadual da Serra do Mar (cerca de 315 mil hectares)
com o Parque Nacional da Serra da Bocaina (80 mil ha) e com a Área de Proteção Ambiental - APA do Cairuçu, no
Estado do Rio de Janeiro (30 mil ha), formando um grande corredor para uma fauna diversificada, infelizmente
ameaçada de extinção.
Único ponto do Parque Estadual da Serra do Mar que atinge a orla marítima, a floresta em Picinguaba chega até
os costões rochosos e se espalha pela planície litorânea em sete praias.
Com uma área de
abrangência de 47.000 ha, totalmente inserido no município de Ubatuba, do Núcleo fazem parte a Vila Picinguaba,
uma aldeia de pescadores na Praia do Cambury, e um agrupamento de pequenos posseiros no sertão da Fazenda
Picinguaba.
Natureza, história e cultura se integram nas trilhas desse Núcleo
O início de sua implantação, cujos estudos e levantamentos iniciaram-se em 1983, data de
meados de 1985. Trata-se de um projeto piloto de manejo de um parque, conciliando em seus objetivos de
conservação ambiental, a difusão e valorização da cultura caiçara, representada nesta região por inúmeras
comunidades de pescadores que vivem entre Picinguaba e Parati.
Os objetivos básicos do Núcleo Picinguaba são a interação dos fatores
históricos/antropológicos com o estudo dos ecossistemas da Serra do Mar, seu litoral e sua preseração, a a
criação de um centro de apoio à pesquisa e à educação ambiental, voltados para estudantes, visitantes,
pesquisadores e para a população local.
Núcleo da Picinguaba. Administrado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo,
através do Instituto Florestal. Situa-se no km 10 da Rodovia Rio/ Santos BR 101. O Parque Estadual da Serra do
Mar, foi criado em 1977.(DEC.10.251) e ampliado em 1979, quando foi incluída a região da Picinguaba. Os
objetivos básicos do núcleo são: A interação dos fatores Históricos-Antropológicos com o estudo dos
ecossistemas da Serra do Mar, seu Litoral e sua preservação e a criação de um centro de apoio a pesquisa e a
educação ambiental, voltados para estudantes, visitantes, pesquisadores e para a população local.
Casa da Farinha
Século XIX. O
açúcar e o álcool, imperavam na história brasileira. Ubatuba, a terra prometida, foi cúmplice deste marco
sediando no coração da Mata Atlântica fazendas que exibiam em suas construções a riqueza da época. A Fazenda
da Caixa, hoje conhecida como "Casa da Farinha", traz em sua memória, o tempo em que foi construída
com madeiras de lei fornecida pela mata, pedras lisas de cachoeira e maquinário importado da Inglaterra.
Construída para fabricação de álcool, açúcar e fubá que posteriormente, por mãos de
outro dono, estabeleceu a fabricação somente de aguardente e fubá, transportados pela trilha do Corisco (que
inicia na mesma e sai em Paraty), ou através do rio que a cerca, antes navegável. Mortificada, a Fazenda da
Caixa, ficou ociosa por um bom tempo, sendo reavivada em 1950 por Saint Clair Bustamante e Silva, que reaproveitou
o que havia do antigo engenho e criou a "Casa da Farinha". As dificuldades econômicas, levaram a gleba
a ser hipotecada por duas vezes; sendo assim, em 1985 foi concedida a desapropriação passando a ser
responsabilidade do Governo Estadual. Hoje, a responsabilidade é do Núcleo Picinguaba.
Como
uma moça jovem, a fazenda teve seu glamour; já adulta, estabeleceu-se; mas sua velhice está a desejar. Afinal,
estamos falando de uma geração que pouco presta atenção na própria história. Houve tentativa perante a
comunidade de utilizar o vigoroso engenho. Uma atitude frustrada, pois a mandioca não é o suficiente para
fabricar a farinha e repassar uma porcentagem para o Núcleo, a qual revertia em manutenção, já que a terra,
onde plantavam enfraqueceu, e até acontecer a fertilização da mesma, leva algum tempo, tempo suficiente para
matos crescerem e a lei do Instituto Florestal não permitir o uso.
Localizada
a 2,3 Km da Rodovia Rio-Santos, 12 Km, no Sertão de Picinguaba, você encontrará as cicatrizes da " Casa da
Farinha", não menos importante por sua conservação, pois abriga-se em lugar onde o canto do rio, que fica
assoreado no inverno e forma poço fundo no verão, é confundido com a raridade dos pássaros. E a roda d'água
com 6,00m de diâmetro, embrenhada em um poço de 3,5m de profundidade, pode ser uma surpresa aos olhos.
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