Répteis Marinhos
Texto de Betânia Ferreira - Bióloga Marinha - Projeto TAMAR Praia do
Forte/BA
Hoje, somente alguns representantes de quatro grupos de répteis vivem no
mar: tartarugas, crocodilos, lagartos e serpentes. Todas as espécies vivas de répteis marinhos descendem de
ancestrais terrestres que, aproximadamente há 250 milhões de anos, na era do Cretáceo, regressaram ao mar.
Surpreendente, muitas espécies de répteis terrestres evoluíram para vida aquática. Essa transição
exigiu adaptações ao novo meio, suas extremidades se transformaram em barbatanas que os tornavam mais ágeis na
água.
São animais de
pele áspera e protegida por escamas. Estão distribuídos por todo o mundo e muitas vezes recebem conotações de
animais perigosos e peçonhentos, caracterização que nem sempre se faz verdadeira e que leva muitas pessoas a
matar estes animais indiscriminadamente, sendo que a esmagadora maioria dos répteis é de natureza inofensiva.
Possuem um coração
com três cavidades, mas para realização de trocas gasosas usam exclusivamente os pulmões. Outra característica
importante é a presença de ovos com casca, que permitiu a estes animais a completa independência da água para
reprodução.
Muitos crocodilos podem ser encontrados em estuários, mas existe apenas um que vive
no mar, o crocodilo marinho do Oceano Índico. As tartarugas marinhas podem ser
encontradas em todos os oceanos em águas tropicais. Os lagartos e serpentes vivem essencialmente em estuários,
áreas de baixa profundidade e em áreas de recife de coral.
Algumas
espécies de répteis marinhos: tartaruga verde (Chelonia mydas);
tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata); tartaruga cabeçuda (Caretta caretta); tartaruga oliva (Lepidochelys
olivacea); tartaruda kemp (Lepidochelys kempii); tartaruga de couro
(Dermochelys coriacea) e tartaruga australiana (Natator depressus); cobra marinha amarela (Pelamis platurus); iguana marinha (Amblyrinchus
chrystatus) e o crocodilo marinho (Crocodilus porosus). |